Wednesday, April 21, 2010

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O Homem é uma criatura de hábitos. Habituamo-nos a chamar nomes carinhosos (ou não, enfim…) ao(à) namorado(a), a ir a certos sítios com ele(a), a ter uma música especial, etc…

E quando as coisas (de uma melhor ou pior forma) acabam? Já não se pode usar esses nomes, ir a esses sítios, ouvir as mesmas músicas com outras pessoas? (Por exemplo, um(a) novo(a) namorado(a)…)

O Homem tem uma característica… É “possessivo”. (Por vezes até sem aspas…). Há espaços que por terem sido de uns, não se admite que sejam de outros. E por muito racional que se tente ser, nem sempre se consegue superar este sentimento de posse (que muito se revela quando se trata de relações). Talvez por ser o que resta de um elo que se tinha à outra pessoa e assim não se admitir que o(a) outro(a) tenha com o(a) novo(a) namorado(a) o que já teve connosco. Talvez seja uma tentativa de preservar aquilo que foi a dois.

Nota pessoal: Acho que o passado de cada um tem que ser respeitado e aceite. Todos o temos. A diferença está num factor muito importante: há casais que fecham o capítulo e começam de novo com uma nova pessoa, reservando para si tudo o que aconteceu; outros partilham com o novo parceiro todas as vivências passadas. E esta partilha, para resultar, tem que ser querida pelos dois. Um não pode forçar o seu passado nem pedir que o outro se abra para si. A iniciativa terá que ser de cada um, o que torna tudo bem mais difícil de acontecer, mas a recompensa é preciosa. E o facto de tratarmos umas pessoas por uns nomes não quer dizer que não possamos sentir isso de novo com outra pessoa (quem sabe até de forma mais intensa e assim as palavras e actos e sítios e músicas se tornem bem mais verdadeiros)…

4 comments:

Shelyak said...

Em regra, as pessoas têm a tendência em querer fazer esquecer que têm um passado... e que tudo é vivido pela primeira vez... e todos sabemos que não é assim... passa-se pela doce ilusão de que tudo passa por uma primeira vez, com o seu quê de positivo e negativo. Será que ele(a) nunca amou? E se sim, será que tem algum problema? Mas, ao mesmo tempo, queremos ser sempre os "primeiros"...
Estranha a condição humana...
Por mim, adoro a transparência, a abertura, a partilha, a cumplicidade... por muito que possa custar. Só assim as coisas podem realmente funcionar, sem nada . Um muito bom starting point...
:)

Pekenina said...

A falta de dúvida - seja ela qual for - só é possível quando tudo é partilhado. Mesmo ganharmos cobsciência de que não somos os primeiros.
Como dizes - e tentei dizer na nota pessoal - a transparência traz das melhores recompensas. E quando custa muito e nesmo assim se diz tudo... É um crescer que só quem experimenta pode contar. Vale a pena.

Verdade?

Beijinho

Rei Lagarto III said...

"Dire Straits"...

Beijo

Pekenina said...

RLIII: So worth it...

Beijo