Wednesday, December 23, 2009

Fim-de-semana inside a Parallel world

É um orgulho quando alguém entra num mundo tão pessoal. Tão nosso. Mais ainda quando o entendem e se integram. Este fim-de-semana não foi de todo fácil, nem foi “digno” de todos.

Nem toda a gente entende este mundo. Se fosse eu do lado de fora também me revoltava. Tantos dias “perdidos” quando podíamos estar no bem-bom (seja lá isso o que for). Tantos sábados, fins-de-semana, reuniões e por aí fora… Tanto tempo gasto em algo que à primeira vista (uma vista muito shallow!!) nada nos traz. Não há recompensa… (À vista de quem não nos entende, não quer entender, não tenta, não quer saber). À vista principalmente de quem nos critica e fala de pom-pons!

Mas não importa. Porque quem está por dentro sabe. Quem está por dentro sente.

Fim-de-semana a dormir no carro. Fim-de-semana à noite em horas a fio na praia em lua nova (aquelas praias… aquela lua que há tanto tempo procurava… E tão pertinho… E tão longe…). Fim-de-semana de um frio que afectava qualquer ser humano. Fim-de-semana de uma chuva imparável. Os cabelos escorriam água. A roupa ensopava-se, mas os calções continuavam vestidos. As pernas já nada sentiam. A voz já quase não saía. A fogueira apagou-se com a chuva. A lama acumulava-se por todo o lado. A casa-de-banho era uma. Nós éramos uns 16. E a única ajuda? Whiskey em garrafa de Luso e Baileys ;)

Não trocava estes dias por nada… (Vá… quase nada…). Correr por gosto também cansa

E depois… A melhor recompensa de todas (sim, a parte boa existe no fim… E compensa mesmo!). O regresso. O voltar. O “conforto do lar” como já lhe chamaram. Não… não é o conforto do lar. É mais do que isso! É um regresso à realidade. É um laço que fica, que marca. Um mundo que tem tanto de paralelo (para quem está de fora) como de intrínseco. É adormecer na esperança que o amanhã traga um alívio às dores do corpo. É acordar a esperar que o amanhã traga uma felicidade acrescida pelas saudades que o afastamento criou. Saudades da casa quente, da cama, dos lençóis lavados, do não-frio.

É precisar de um banho DAQUELES com água a 45ºC durante quase 1h. “Em que até dói de tão quente que está a água”. Fecho os olhos e deixo-a escorrer. Mesmo a doer. É não comer e ir direita para a cama até o dia seguinte. É quase morrer para o mundo. Menos para os que nos apoiaram durante os dias de “sofrimento”.

É simplesmente surreal. É fantástico. É um mundo. O meu. O nosso.

Mas para quê tentar explicar aquilo que só vivendo se entende? Porque todos precisamos de uma palavra amiga de vez em quando.

Espero ter-te dado a minha…

 

Um grande beijinho,
Pekenina

8 comments:

C.I.L. said...

É dificil estar dentro, conseguir saber, conseguir sentir, e ao mesmo tempo estar por fora.
É dificil saber que fiz alguém entrar num mundo tão nosso e quem ficou de fora fui eu desta vez. Não imaginava que ia ser assim.
Foi uma revolta sim, foi não conseguir controlar as lágrimas que teimavam em cair por sentir que desta vez fui eu quem ficou de fora.
Já cheguei a pensar que realmente são não se trocam estes dias... agora dou por mim a pensar um pouco diferente confesso,(mas isto é outra conversa!) no entanto sei bem o que é estar "aí" a viver tudo isso.
Por isso agradeço a palavra amiga =) porque sei que sabes bem o quanto revolta e o quanto dói... "ficar de fora" do que quer que seja deste mundo, que tanto significa para nós.
=)*

Pekenina said...

Aqui referia-me aos civis. Esses sim... Verdadeiros outsiders! =)
Não sei se pensas diferente ou se tens saudades do que tínhamos. Normal tudo o que sentes. Acredita!!!
O teu "ficar de fora" dói-te e custa, mas estamos sempre aqui...
Ah... E fazer parte deste mundo é andar na bagageira de vez em quando =)*

Sofá Amarelo said...

Sim, e que palavra amiga, vou 'apropriar-me' dela e assim refazer caminhos semelhantes a estes que descreveste, passados na brisa do vento e nos sulcos do mar...

Boas Festas e muitos beijinhos do Sofá Amarelo!!!

MentesSueltas said...

En estos días, siempre pedimos y prometemos... pues entonces que cada deseo sea una flor, cada dolor una estrella y cada lágrima una sonrisa.

Mis mejores deseos de armonía y paz interior.

MentesSueltas

BlueVelvet said...

Passei para te desejar Boas Festas e deixar um beijinho.
Desculpa não ser ontem, mas não deu tempo.

Pekenina said...

Sofá: Que saudades ter-te por aqui :))
Desejo-te uma quadra muito muito feliz com tudo de bom e do melhor! Um 2010 cheio de coisas boas :)

Grande beijinho

Pekenina said...

MentesSueltas: Seriam as flores do Inverno :)
Grande beijinho com tudo de bom

Pekenina said...

Blue: De facto o tempo por esta altura vai escasseando...
Aqui te deixo, também com atraso, um grande beijinho de Feliz Natal com um 2010 soberbo :)

Beeijinho