Sunday, January 8, 2012

Realidades

J. é um menino como muitos outros. Ou talvez não. Como eu fui não é de certeza. J. mora nas montanhas a 2h a pé da vila mais próxima. Tem pai, mãe e é o mais novo de quatro irmãos: o DSEmais velho trabalha no centro juvenil a cuidar de outras crianças; a irmã mais velha está no 12º ano a estudar na cidade, a 50Km de distância (neste país quer isto dizer que vive na escola, longe dos pais); a irmã do meio vai agora para o 10º ano para a escola da irmã, mas os pais não têm dinheiro para manter os três na escola ao mesmo tempo. Vivem do que a terra lhes dá e das plantações de café que têm e onde trabalham.

J. sendo o mais novo ainda estuda na escola da vila, mas isso significa que se levanta às 4h da manhã todos os dias para tomar o pequeno-almoço e chegar à escola a horas. Demora 2h a chegar à escola pois não há transportes públicos nas montanhas. Vai a pé. Chega da escola por volta das 18h, come alguma coisa e faz os TPC para logo de seguida ir dormir, exausto.

J. é benfiquista e adora jogar futebol. Comprei-lhe um equipamento do SLB para lhe oferecer. Tenho a certeza que os olhos dele vão brilhar até não poder mais.

“Amadrinhei” a irmã do meio. Pago-lhe as propinas da escola e comprei-lhe roupa para usar na escola nova. Vai acabar o 12º ano e depois segue para a Universidade. É o desejo dela e vou fazer para que se concretize.

Se já era consciente de outras realidades, este ano “fez-se luz”.

Que não haja luz natalícia na baixa lisboeta, who cares? Que não haja decoração no Marquês de Pombal, so what?

Há no mundo mais uma criança a continuar a estudar e a assegurar o seu futuro.

E desengane-se quem pensa que escrevo este post para me vangloriar do que quer que seja. Há coisas que não precisam de explicação…

Um 2012 com sorrisos e brilhos nos olhos para todos Smile

Wednesday, September 21, 2011

Balada do Desajeitado

Qual “música de engate” qual quê… Uma delícia para os ouvidos (para quem gosta), isso sim! Smile

 

 

Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar
Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado
E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico à espera o dia inteiro
Para poder desabafar
Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o à-vontade
Acabo por me calar
Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E às vezes até me engasgo
Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Tuesday, September 6, 2011

“Insomnia”

Blog_Insomnia

Há noites assim… Sem pausas…

 

(Lamento mas não encontrei o(a) autor(a) da fotografia. Quem souber diga e terei todo o gosto publicar.)

Monday, August 8, 2011

Não faças caso…

… “Se As Ondas Voam Com o Vento”

Quantas vezes sozinha no teu quarto
Com silêncios que são mágoas só por si
Olhas-te ao espelho como se à espera de alguém
Mas o tempo, esse, não espera por ti

Até que a noite vai trazendo o amanhecer
Sente saudades de alguém que nunca chegou
Lá fora a vida vai correndo a bom correr
Cá dentro o sonho ainda não acabou

Não faças caso se as ondas voam com o vento
Ou se uma nuvem faz escurecer o mar
É que mais vale um olhar para o mar cinzento
Do que o mar cinzento no olhar

Contas os dias num relógio que parou
Guardas as marcas que te acalmam a vontade
Esperas navios nalgum cais que já secou
Mas cada dia só traz em si a sua eternidade

Não faças caso se as ondas voam com o vento
Ou se uma nuvem faz escurecer o mar
É que mais vale um olhar para o mar cinzento
Do que o mar cinzento no olhar

E apagas velas que nunca sentiste arder
Abres as portas que dão para lado nenhum
Ganhas aos pontos só pelo prazer de perder
Talvez para um qualquer mas não para qualquer um.

Quadrilha – Se as Ondas Voam Com o Vento

Ninguém diria que Sebastião Antunes, vocalista, instrumentista (guitarra, harmónica, entre outros) e letrista da banda é invisual. Uma grande lição de Vida!

Na minha opinião (vale o que vale, ou seja, tanto quanto qualquer outra) uma das melhores bandas portuguesas. Boas letras e uma sonoridade bastante peculiar.

Para a próxima vai a “Balada do Desajeitado” Winking smile

Wednesday, July 13, 2011

1989

Um post pseudo-lamechas, mas que agrada a quem o escreve! Uma micro-homenagem ao ano de ouro dos anos 80 Smile

- Foi criada a Sacoor Brothers (não é que me diga grande coisa, mas que é facto é!);

- O Clube dos Poetas Mortos;

- Regresso ao Futuro (II);

- Sex, Lies and Videotape;

e ainda…

E tenho dito!

PS: quem é que diz que desenhos animados são só para crianças?